02/02/2018 às 10:39 - Atualizado em 20/04/2018 às 09:51

Ciclo da contribuição sindical

É inquestionável o avanço que a Reforma Trabalhista provocou nas relações de trabalho e na própria dinâmica econômica no Brasil. A mudança não só modernizou e ajustou as leis à nova realidade do mercado, mas também suscitou um profundo debate sobre o modelo sindical brasileiro e como será o seu financiamento. Desde que entrou em vigor, em 11 de novembro, empresários e trabalhadores podem optar por contribuir ou não para as entidades que os representam. Ou seja, ao mesmo tempo em que a Reforma reforçou as prerrogativas sindicais, aumentando o poder de negociação das entidades, tornou a principal fonte de subsídio facultativa.

Neste cenário, a atuação sindical ganha relevância e, cada vez mais, há a necessidade da efetiva participação empresarial no movimento. Dito isso, a reflexão que proponho aos empresários do setor do comércio de bens, serviços e turismo de Santa Catarina é: você conhece o seu sindicato e sabe como ele atua na prática em defesa de sua categoria ou empresa? Certamente, as empresas contribuintes que acompanham o trabalho sólido de um sindicato- que se expressa com mais clareza na negociação coletiva, atuação legislativa, assessoria técnica e jurídica- compreendem a importância de manter a contribuição sindical em dia.

O comprometimento desta receita pode impactar não só na sustentabilidade dos sindicatos e federações empresariais, mas na competitividade da própria classe patronal. É a estruturação financeira das entidades que oportuniza a manutenção de sindicatos mais capacitados para as negociações coletivas de trabalho; acompanhamento sistemático de propostas legislativas que impactam o setor terciário; representação em órgãos públicos, conselhos e comissões; pesquisas de mercado e estudos econômicos que auxiliam nas tomadas de decisões; portfólio de produtos e serviços; eventos de qualificação, entre outras ações fundamentais para o desenvolvimento empresarial e setorial.

A atuação coletiva é a chave para a continuidade deste ciclo virtuoso em defesa do setor terciário.

 Originalmente publicado no Diário Catarinense, na edição de 02.02.2018